Antônio Berni

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em maio 29, 2009 por olavosaldanha

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o argentino Antônio Berni, com o brasileiro Candido Portinari e o mexicano Diego Rivera, forma o grupo da arte político-social da América Latina. Não é muito conhecido no Brasil, mesmo estando entre os mais expressivos do século passado, com conteúdo descritivo e estético revolucionários nas artes plásticas. Entre 1955 e 60, ele expôs em Paris, Varsóvia, Bucareste, Moscou e Praga e foi laureado na Bienal Internacional de Gravura de Liubliana, Iugoslávia, e de Cracóvia, Polônia.

“A arte de misturar xilogravuras e colagens e o padrão que aplicou às gravuras deram-lhe um lugar de destaque na vanguarda modernista, junto com a temática social que permite compreender o cotidiano das cidades latinas, seus costumes e mitos regionais”. Explica a curadora de uma galeria onde a obra de Berni esteve exposta.

A série A obsessão da beleza, de 1975, corresponde a um tempo obscuro da história argentina, de golpes militares e de crise sócio-econômica. Já a série de serigrafias é uma alegoria que imprime seu impiedoso sarcasmo ao descrever as torturas do regime ditatorial aos sacrifícios a que as mulheres se submetem para tornarem-se belas.

Nasceu em 1905, em Rosário. Pai italiano e mãe argentina. Iniciou os estudos de desenho aos 11 anos e, aos 15, fez sua primeira exposição individual. Em 1925, viajou, como bolsista para Madri e se estabeleceu em Paris, onde estudou com André Lhote e Othon Friesz. Aqui brota o fascínio pelas idéias socialistas e o surrealismo. De volta à Argentina em 1930, expôs obras surrealistas em Buenos Aires.

Em outra série, “assemblages”, cheia de personagens, usa material das ruas combinados com colagem para expressar preocupações do período realista.

Antonio Berni morreu em Buenos Aires em 1981.

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berni.

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Surrealismo

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Os Monstros de Nantes

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , , , , em abril 8, 2009 por olavosaldanha

arte
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nNo coração da ilha de Nantes na França estranhas e fascinantes  criaturas  tomaram forma, aves e monstros pré-históricos, elefantes  gigantes e bestas  do mar à partir da imaginação de François Delarozière e Pierre Oréfice.

Montados em antigos estaleiros navais da cidade, estas máquinas de aço e madeira em forma de animais, com peças móveis, sistema hidráulico, rodas e guindastes são parte do projeto “Les Machines de l’Ile Nantes” para ativar o turismo na região.

Os criadores tem larga experiência em teatro de rua e cenas urbanas na Europa. Eles exploram nos últimos quinze anos a máquina e os objetos em movimento. Portanto, a população pode interagir com a exposição, as estruturas colossais são veículos moveis. A arte do movimento exerce um verdadeiro fascínio nas pessoas. Estas criações são a antítese do universo dos tradicionais parques.
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Esta postagem é também a contagem regressiva para a entrega da nossa nova coluna, que trará um assunto espetacular, o realismo fantástico. Em breve, portanto, mais leituras e imagens imperdíveis.
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Nantes

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Jacek Yerka

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Surrealistas

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percebi que alguns críticos sentem dificuldades em ler uma obra surreal. Talvez pela presença do imponderável, do intangível, do inexplicável nestas obras e à sua proximidade maior com o subconsciente do que com o racional. É provável que além da percepção do imaginário fértil, cores fortes e traços firmes,  a  leitura não encontre consistência também pelo não conhecimento do contexto pintor/sua época/seus sentimentos e outros detalhes influenciáveis. No entanto o julgamento apenas da forma também é verdadeiro.

O surrealismo é importante para a arte assim como outros movimentos o foram, e é importante conhecer os surrealistas, os cubistas, etc. Dito isto quero apresentar aos leitores o polonês Jacek Yerka, de 1952, proveniente de uma família de artistas, portanto, íntimo da tinta, pincel e papel, porém, artista em tempo integral só a partir de 1980. Suas influências, segundo ele, são Cagliostro, Hieronymus, Pieter Bruegel e outros. O estranho quando falamos de um artista contemporâneo como o Jacek Yerka, é o fato de morar bem ali, ter um site, ser solicitado para filmes sci-fi e literatura fantástica, ou seja, está dentro do nosso contexto. Se isso atrapalha ou não a leitura da sua obra, saberemos no futuro.

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yer
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Slava Groshev

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Russos

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falar de artistas contemporâneos é difícil, pois a comparação com pintores consagrados é imediata, o que torna a avaliação mais cruel.

No entanto, alguns bons pintores tem surgido e Slava Groshev é um exemplo, este pintor russo formado em desenho e pintura já tem quadros em coleções particulares pelo mundo afora. A obra de Slava pode confundir os olhares, a comparação com arte digital é inevitável, mas não se deixe enganar, o processo é à moda antiga, ou seja, pincel, tinta e talento. Slava Groshev morou e desenvolveu sua arte no Canadá.

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slava

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William Bouguereau

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Pintores Franceses

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cS Lewis e Jr Tolkien me deixaram encantado quando apresentaram uma outra leitura para a mitologia. Na verdade, conheci a mitologia lendo Câmara Cascudo, mas foi com o mestre Willian Bouguereau que a visualizei. Ainda, foi com a mitologia de Bouguereau que aprendi a gostar de arte, pois ele foi além da representação mitológica, e tornou-se um dos mais importantes pintores da história.

Bouguereau recebeu quase todas as recompensas possíveis durante a sua carreira. Nasceu em La Rochelle, na costa atlântica da França, em 30 de novembro de 1825. Quando trabalhava com os pais no comércio de azeite, um cliente convenceu-os a permitirem que o filho fosse estudar na Ecole des Beaux Arts de Bordeaux. E logo em 1844, após apenas dois anos de estudo em tempo parcial, Bouguereau ganhou o primeiro prémio de valor em pintura para uma tela representando Saint Roch. Este prêmio foi o catalisador de Bouguereau para o futuro da carreira. Depois veio Paris, depois Roma. Graças a sua influência as instituições de arte francesas abriram suas portas para as mulheres.

Bouguereau tinha o hábito de passar os verões em La Rochelle, em um estúdio de pintura que ele tinha construído lá. Após vários anos de doença cardíaca, ele morreu em La Rochelle em 19 de agosto de 1905. Pensa-se que a sua situação foi agravada pelo roubo de sua casa e do estúdio em Paris. Ele está enterrado no cemitério de Montparnasse, perto do bairro onde morou. Este resumo não mostra quem foi Willian Bouguereau, mas as imagens abaixo apontam a dimensão da pintura deste mestre que abre nossa coluna de arte.

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Willian.

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Jacques Joseph Tissot
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Jacques Tissot

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Pintores Franceses
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apresença de duas mulheres com um homem em um pouco suntuoso piquenique foi considerada escandalosa e imoral em 1876. E o autor desta obra foi atacado pelos críticos em todos os principais jornais da época.

Jacques Joseph Tissot nasceu em 1836 em Nantes, França. Grande parte de sua educação, Tissot recebeu informalmente, através de amigos, conhecidos artistas da avant-garde e escritores. Estudou na Ecole des Beaux Arts em Paris com os mestres Ingres, Flandrin e Lamothe, e expôs no Salão de Paris pela primeira vez com 23 anos.

Alcançou reconhecimento oficial pelo seu trabalho bastante depressa. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de denominar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris).

Foi forçado a tomar refúgio em Londres na sequência da sua alegada participação no turbulento evento da Comuna de Paris em 1871, sendo perseguido, acusado de ser comunista. Tissot’s, em Londres suscitou considerável ciúme entre seus colegas impressionistas, onde foi considerado um artista de valor menor.

Em meados de 1876, Tissot conheceu uma divorciada, sra. Kathleen Newton, que se tornou sua companheira e modelo para diversas pinturas. A sra. Newton mudou-se para a propriedade de Tissot em 1876, onde viveu com ele até o seu suicídio, e onde já vivia os últimos estágios da sua tuberculose. Tissot nunca recuperou dessa tragédia, e transferiu-se de volta para Paris, dedicando o resto de sua vida a pintar cenas religiosas.

Ele visitou o Médio-Oriente duas vezes para encontrar o verdadeiro background das suas novas pinturas. Nos últimos anos, curadores japoneses e americanos têm alimentado um grande aumento no valor das pinturas de Tissot, porém, os críticos permanecem hostis.

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Imagens Aqui
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Tissout

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Surrealismo

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Surrealistas

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aimaginação se manifesta livremente sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de expressão apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle.

Por meio de formas abstratas, figurativas ou simbólicas as imagens da percepção mais profunda do ser humano vaza pelo subconsciente. Entendo o surrealismo assim.

Salvador Dali é, sem dúvida, o mais conhecido dos artistas surrealistas. Segundo ele, é preciso “contribuir para o total descrédito da realidade”. Selecionei outros, não pela importância de suas obras, mas pela força que a imagem expressa.

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Surrealismo.
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Ron Mueck

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Escultura
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ron Mueck é um escultor australiano hiperrealista que ultiliza efeitos especiais cinematográficos para criar obras de arte. São incrivelmente realistas e se não fosse o tamanho das esculturas seria fácil confundi-las com pessoas.

Embora altamente detalhados, estes objetos geralmente eram concebidos para serem fotografados a partir de um ângulo específico para esconder a bagunça da construção vista do outro lado. Porém, Mueck queria produzir  esculturas cada vez mais realistas,  perfeitas de todos os ângulos.

Em 2002  sua  escultura  mulher  grávida,   foi  comprada  pela  National Gallery  of  Australia  por $ 800,000. Mueck nasceu em 1958 e cresceu vendo os pais construírem brinquedos.
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Ron

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Von Hagens

Postado em Imagens e Letras com as tags , , , , , em abril 2, 2009 por olavosaldanha

Escultura
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aexposição “Corpo Humano como nunca o viu” (“Bodies – The Exhibition”, no original), choca e ao mesmo tempo fascina milhões de pessoas em todo o mundo. A iniciativa mostra a anatomia do corpo humano em todas as dimensões, para tomarmos consciência da nossa complexa “máquina”. O método e a matéria-prima utilizados continuam a ser o centro da discórdia: Dezenas de cadáveres e centenas de orgãos. Aqui estão patentes espécimes humanos reais para oferecer um manual visual do corpo humano, diz o comunicado oficial.

O processo a partir do qual foi possível organizar a exposição tem suscitado um coro de críticas no mundo todo. Os espécimes foram alvo de métodos de preservação para impedir a decomposição e permitir a dissecação de “sistemas e estruturas específicos“. Preconizado pelo alemão Gunther von Hagens, o método da “plastinação” resume-se na imersão do espécime ou orgão dissecado «em acetona para evacuar toda a água do corpo» . Posteriormente, leva um «banho de polímero de silicone [como silicone de borracha ou o poliester]» e é «selado numa câmara em vácuo» . A «acetona sai do corpo em forma de gás e é substituída pelo polímero de silicone até ao nível celular mais profundo; O polímero de silicone endurece» e assim o espécime é preservado de uma forma perfeita, como se tivesse vida já que consegue manter o relevo original e a identidade celular.

Gunther von Hagens, conhecido como o escultor de cadáveres” ou o Salvador Dali do corpo humano“, tem vindo a enfrentar forte contestação por, alegadamente, ter comprado cadáveres de vítimas de execução na China. Em 2004, a Sociedade Internacional de Direitos Humanos chegou a exigir, em vão, o fim da exposição itinerante que tem recolhido em todo o mundo severas críticas e rasgados elogios.

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Hagens

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